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PROJETO PILOTO

por Luísa Schneiders da Silva publicado 20/08/2018 15h29, última modificação 30/08/2018 10h19

Dentre os primeiros projetos pilotos identificados pela estratégia de adoção BIM do Governo Federal (Programa BIM BR), foi selecionado o Programa PROARTE do DNIT.

O compromisso mínimo assumido pelo DNIT requer que o órgão realize todas as adequações e capacitações necessárias para viabilizar a contratação de projetos e especificações para o programa piloto (PROARTE), em BIM, até o início do ano de 2021.

Embora o compromisso formal assumido esteja restrito ao programa PROARTE, a estratégia de adoção e implantação BIM no DNIT é mais ampla e tem objetivos bem mais ambiciosos. O PROARTE será apenas o primeiro piloto, que será utilizado como um primeiro passo para viabilizar a capacitação e aprendizado da organização.

O PROARTE é o programa nacional que objetiva a realização da manutenção, recuperação e reabilitação de milhares de obras de arte especiais – OAE´s -  distribuídas pela malha de rodovias federais administradas pelo DNIT.

A opção por iniciar a implementação do BIM tendo como piloto o PROARTE, se apresenta como uma ´condição de contorno´ simplificadora, considerando que ainda são incipientes os casos de adoção BIM no segmento de Infraestrutura.

O Programa PROARTE é uma iniciativa oficial do DNIT, que está documentada em INSTRUÇÃO DE SERVIÇO específica, que foi publicada em 2017. Para acessar todo o conteúdo desse documento, clique no link abaixo:

Para se ter uma ideia da relevância e do tamanho do programa em questão, estima-se algo como 8.000 obras de arte distribuídas por cerca de 55.000 KM de rodovias federais.

Embora o DNIT tenha Superintendências Regionais em todos os estados da federação, a gestão administrativa e técnica da manutenção das obras de arte especiais ocorre predominantemente na sede do órgão em Brasília.

Já foi realizado um inventário das OAEs existentes nas rodovias federais. As informações foram armazenadas e estão disponíveis num sistema chamado SGO – Sistema de Gerenciamento de Obras de Arte, que contém parâmetros de classificação destas OAEs de acordo com o seu estágio de conservação. É importante mencionar que no ano de 2018 foi dado início ao novo contrato de inspeções das OAE, que deverá aprimorar e atualizar o nível das informações existentes no SGO.

O DNIT também já possui e utiliza um sistema GIS no qual ao menos uma parte das OAEs já está cadastrada.

Num esforço mais recente, realizado para essa iniciativa, foram mapeadas e vistoriadas cerca de 4.000 OAEs, sendo que aproximadamente 80% desse total precisaria de algum tipo de intervenção de manutenção ou restauração.

Para cada uma das OAEs, esse inventário registrou a rodovia (BR) e a respectiva quilometragem onde ela está localizada, dados da última vistoria executada, identificação dos principais elementos estruturais e fotos, inclusive dos danos mais relevantes.

Registra-se que as OAEs que estão localizadas em áreas urbanas podem não ser da administração do DNIT. A manutenção e a reabilitação de OAE´s localizadas em áreas urbanas e que não estejam inseridas em rodovias federais, não são objeto de intervenção por parte do DNIT.

No sistema SGO, as OAEs foram classificadas, de acordo com a necessidade de maior ou menor intervenção, e receberam uma ´nota´ variando numa escala de ´1´ a ´5´, sendo o nível ´1´ o que identifica os casos mais críticos, ou seja, aqueles que demandam ações mais urgentes e imediatas.

Esses critérios estão definidos na Norma DNIT 010/2004 – PRO – “Inspeções em pontes e viadutos de concreto aramado e protendido – Procedimento”, acessível através do link abaixo:

A aplicação desse critério de classificação dividiu as obras de arte especiais em dois grupos, conforme a complexidade das intervenções requeridas:

- Aquelas estruturas que estão somente deterioradas e necessitam apenas de ações de MANUTENÇÃO. Essas ações seriam contratadas a partir da utilização de um escopo predefinido e mínimo.

- Aquelas que precisam de ações mais expressivas, foram denominadas REABILITAÇÃO e necessitam, por exemplo, de aumento da largura do tabuleiro, da capacidade de carga, da inclusão de uma passagem segregada para pedestres, e que, na maioria das vezes exige o reforço das fundações e estruturas existentes, ou a construção de novas fundações, novas linhas de pilares e etc.

Assim, o projeto piloto para a implementação do BIM aplicada ao PROARTE terá seu foco de atuação nas intervenções de reabilitação.

Como parte dos esforços iniciais para a definição de uma estratégia mais bem delineada para a implementação do BIM no DNIT, a equipe de desenvolvimento do projeto piloto elaborou o mapa resumo da estratégia do projeto (project canvas)  do qual foram extraídas as informações apresentadas a seguir: (Clique nas imagens para ampliá-las)