DNIT Recomenda: Operação cobriu 70% dos trechos
Dos 1,289 mil km alvo da ação federal em MT, 912 km foram recuperados, mas produtores rurais reclamam da condição das estradas
O Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas (Petse), conhecido como operação tapa-buraco, percorreu em 11 semanas desde o lançamento 70,8% dos trechos selecionados em Mato Grosso. A margem equivale a 912 km de rodovias federais do universo total de 1,289 mil km, alvo da ação federal em todo o Estado.
Apesar do número ser positivo aos olhos do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), produtores rurais e transportadoras reclamam da má condição das estradas no período de chuvas, entrave ao escoamento da safra 2005/2006.
A operação envolve 758 km em trechos com contratos estabelecidos em licitações anteriores e 530 km em caráter emergencial, sem licitação. Até agora, foram feitos reparos em 548 km contratados e 365 km emergenciais.
Segundo o Dnit, Mato Grosso dispõe de 4 mil km de rodovias federais, sendo mil km sem pavimentação. Em todo o país, 46,7% das obras foram concluídas, de um total de 19,243 mil km.
O chefe de Serviço de Infra-Estrutura do departamento em Mato Grosso, Rui Barbosa Egual, admite que as chuvas têm atrapalhado o andamento das obras.
"As condições não estão excelentes para o escoamento porque enfrentamos chuvas torrenciais este ano. Mas acreditamos ao fim dos próximos 30 dias a situação deve melhorar". Apesar do questionamento do setor produtivo sobre o período escolhido para a operação, Egual sustenta que a ação veio no momento certo.
"Se esperássemos a chuva acabar primeiro para começar a consertar estaríamos depredando o patrimônio da União nesse meio tempo". As obras estão se desenrolando em caráter emergencial em 5 trechos, com recursos liberados sem licitação. A operação também inclui quilômetros das rodovias 163, 158, 364 e 070 que já estavam licitados. Essa BRs são consideradas os principais corredores de escoamento da produção agropecuária do Estado. Nesse segundo caso, o Dnit explica que os recursos foram liberados com mais agilidade pela máquina pública em função do programa.
Na contramão do discurso do setor produtivo, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Jacinto Ferreira, defende a validade da operação.
Segundo ele, relatório elaborado por técnicos do órgão durante o levantamento da safra de grãos aponta que houve melhora significativa das condições da malha em praticamente todo o Estado.
O parecer exclui a divisa de Mato Grosso com Rondônia, região ainda não visitada. "É fato que as estradas melhoram e que o governo quer intervir mais em prol do setor produtivo, mas é sabido que nem sempre isso é possível".
ASSESSORIA DE IMPRENSA/DNIT














