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Educação paleontológica e blitz educativa são realizadas em Santa Maria/RS

GESTÃO AMBIENTAL

por publicado: 27/08/2018 10h26 última modificação: 27/08/2018 10h26

Entre as características do município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, destaca-se o potencial paleontológico existente na região. Com a finalidade de preservar sítios paleontológicos, fósseis e por consequência seus valores educativo, cultural e científico, a Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - por meio da Unidade Local, executa o Programa de Monitoramento Fossilífero. O trabalho é desenvolvido pela Gestão Ambiental das obras de duplicação da BR-158/287-RS, projeto conhecido como Travessia Urbana de Santa Maria.

Além do monitoramento das escavações, são realizadas atividades com os colaboradores, comunidades dos bairros e com alunos das escolas municipais que fazem parte do ciclo de ações do Programa de Educação Ambiental. Com intuito de potencializar o conhecimento técnico sobre a área também foi estabelecida uma parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde a equipe da gestão entrega as amostras potencialmente fossilíferas que são coletadas nas frentes de obras.

No decorrer do mês de agosto, foram intensificadas ações sobre paleontologia junto ao empreendimento. Para a comunidade escolar, foram desenvolvidas palestras sobre o tema, apresentando alguns exemplares de fósseis emprestados pela UFSM.

Na oportunidade, alunos puderam observar três exemplares de fósseis: Coprólito de tetrápode herbívoro, fragmento de crânio de cinodonte herbívoro e fragmento de mandíbula de taiassuídeo. De acordo com o laboratório de Estatigrafia e Paleobiologia da UFSM, estima-se que os fósseis apresentados tenham mais de 200 milhões anos. A atividade alcançou mais de 300 alunos, dos 8° anos, da rede pública municipal de ensino.

“Despertar a curiosidade sobre a importância da educação patrimonial e paleontológica, estimulando a preservação é o que procuramos desenvolver durante o trabalho da gestão ambiental das obras”, reforça Fernando Michels, técnico da Gestão Ambiental.

Paralelo ao trabalho nas escolas, em parceria com a Delegacia Regional da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi realizada uma blitz educativa com foco na paleontologia. Foram abordadas 300 pessoas, que receberam material informativo que explica os objetivos do programa e formas de preservar patrimônio paleontológico da região.

Com os colaboradores do empreendimento foi executada mais uma campanha de capacitação em paleontologia. A equipe do programa ainda acompanhou escavações e orientou operadores sobre os procedimentos adequados que devem ser adotados em áreas com potencial fossilífero.

O Programa de Monitoramento Fossilífero é desenvolvido em acordo com o Plano Básico Ambiental da obra.

27/08/2018

ASCOM/DNIT