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Hidrovia do Tietê-Paraná

por André Cavalcante Moreira publicado 27/12/2018 10h19, última modificação 27/12/2018 10h19
Hidrovia do Tietê-Paraná

A hidrovia do rio Tietê-Paraná consiste em uma das principais vias hidroviárias em funcionamento no País. É composto pelo rio Paraná, entre São Simão e Itaipu; rio São José dos Dourados, nos primeiros 40 km de jusante; Canal Pereira Barreto; rio Tietê entre a sua foz e a cidade de Anhembi (SP); Rio Piracicaba da foz até a ponte da SP 181.  É uma importante via para o escoamento da produção agrícola dos estados do Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Goiás (GO) e parte de Rondônia (RO), Tocantins (TO) e Minas Gerais (MG).

 Situada entre as Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, permite a navegação e, consequentemente, o transporte de cargas e de passageiros ao longo dos rios Paraná e Tietê. Um sistema de eclusas viabiliza a passagem pelos desníveis das muitas represas existentes nos dois rios. A hidrovia possui uma extensão de 2.400 km, sendo 1.600 km no rio Paraná e 800 km no rio Tietê.

 O rio Paraná é navegável ao longo de 1.023 km, com largura média de 120 metros. Sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT, a hidrovia se estende entre a Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu/PR, e duas barragens: a da UHE de São Simão, no município goiano de mesmo nome, no rio Paranaíba; e a da UHE de Água Vermelha no rio Grande, em Iturama, no Triângulo Mineiro.

 Afluente do rio Paraná, a hidrovia do Tietê tem uma extensão navegável de 715 km, com profundidade mínima de 3 metros. Esta hidrovia é administrada pelo Governo de São Paulo, por meio do Departamento Hidroviário.

 A hidrovia integra um grande sistema de transporte multimodal do Corredor Sudeste de Logística. Possui 12 terminais portuários, distribuídos em uma área de 76 milhões de hectares. A entrada em operação dessa hidrovia impulsionou a implantação de 23 polos industriais, 17 polos turísticos e 12 polos de distribuição, onde é gerada quase a metade do PIB brasileiro e conecta áreas de produção aos portos marítimos. No sentido do interior, conecta os principais centros do Mercosul.

 

Características Gerais

 A hidrovia Tietê-Paraná abrange os Estados de São Paulo (SP), Paraná (PR), Mato Grosso do Sul (MS), Goiás (GO) e Minas Gerais (MG), em seus limites se encontram inseridos os territórios de 286 municípios. Entre esses municípios vale destacar as cidades: São Paulo (SP), Campinas (SP), Guarulhos (SP), Londrina (PR) e Foz do Iguaçu (PR), Três Lagoas (MS) e Araguari (MG), como os principais centros urbanos.

 O sistema formado pelas duas hidrovias tem 8 eclusas em funcionamento, sendo 6 no rio Tietê: Barra Bonita, Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhadava e Três Irmãos. Todas têm 142 metros de comprimento e 12 metros de largura, com profundidades entre 3 e 4 metros. As outras eclusas estão localizadas no rio Paraná: Jupiá, em Castilho/SP e Porto Primavera, em Rosana/SP. Estas duas têm 210 metros de comprimento, 17 metros de largura e 4 metros de profundidade.

 Permite a navegabilidade no rio Piracicaba desde o encontro com o rio Tietê até 22 km a montante. Ainda no rio Tietê, desde a cidade paulista de Conchas até o encontro com o rio Paraná, numa extensão de 554 km. No rio Paranaíba, desde a base da barragem da Usina de São Simão até ao encontro com o rio Paraná, numa extensão de 180 km. No rio Grande, desde a base da barragem da Usina Hidrelétrica de Água Vermelha até o encontro do rio Grande com o rio Paraná, numa extensão de 59 km. No rio Paraná, desde o encontro dos rios Grande e Parnaíba até a barragem da Usina Hidrelétrica de Itaipu, numa extensão de 800 km. No canal Pereira Barreto, que liga a barragem Três Irmãos da Usina Hidrelétrica de Três Irmãos, do rio Tietê ao rio São José dos Dourados, afluente da margem esquerda do rio Paraná, no Estado de São Paulo, numa extensão de 53 km.

 As condições físicas de navegação são inadequadas nos rios Tietê, a montante de Salto, e no Piracicaba, a montante da cidade de Piracicaba, devido, principalmente, aos inúmeros obstáculos naturais e pequenas dimensões do canal. Os rios Paranapanema e Paranaíba possuem uma série de barragens implantadas, todas sem eclusas e com desníveis de cerca de 40 m. E os rios Amambaí, Anhanduí, Ivaí, e Ivinhema possuem pequenas dimensões do canal e têm potencial de navegação apenas para pequenas embarcações.

 O DNIT divide a hidrovia do Paraná em 4 trechos. O trecho 1 está situado entre a UHE de Itaipu e a entrada do canal de navegação, sob a rodoviária de Guaíra, e apresenta profundidades que variam entre 10 metros e 190 metros, com extensão de 170 km. O trecho 2, com extensão de 245 km, estende-se desde o canal de navegação sob a ponte rodoviária de Guaíra até a barragem da UHE de Porto Primavera. O trecho 3, com extensão de 270 km, está situado em sua totalidade no reservatório da UHE de Porto Primavera. O trecho 4, com extensão de 225 km, apresenta boas condições de navegação desde a foz do Rio São José dos Dourados até São Simão (GO), com percurso de 55 km no rio Paraná e 170 km no rio Paranaíba.

 O rio Paraná suporta comboios de 200 metros de comprimento, 16 metros de boca e 3,7 metros de calado. Já no Rio Tietê o comboio-tipo tem 137 metros de comprimento, 11 metros de boca e 2,7 metros de calado.

 

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