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Balizamento e Sinalização

Anualmente, em face da dinâmica fluvial, os canais de navegação têm que ser redefinidos e, por conseguinte, re-balizados e re-sinalizados. O balizamento e a sinalização de margem compreendem: levantamento batimétrico para se definir eventuais dragagens; definição do novo canal de navegação; execução dos serviços de dragagem; levantamento batimétrico posterior; definição do novo balizamento e da nova sinalização de margem; e confecção de cartas ou croquis náuticos. As dragagens são objeto de rubrica orçamentária específica.

 

 CALADO DOS PRINCIPAIS RIOS NAVEGAVEIS

Administração

UF

Rio Navegável

Período Estiagem

Calado Mínimo

Classificação Vessel

Informações Suplementares

AHIMOC

AM, AC

RIO ACRE

Julho a Dezembro

0,8 m

III

- Sinuosidade acentuada - Em rio Branco, pontes limitam a navegação para montante. - Profundidades reduzidas no alto curso

AM

RIO BRANCO

Agosto / Março

1m; 9m,

II, III

- Foz/Caracaraí - Presença de barrancos de 3 a 5m de altura - Largura variando de 700km a 4.000km - Curvas pouco pronunciadas com grandes variações de profundidades - Grandes praias e ilhas mudando constantemente - Frequentes desmoronamentos de barrancos.Corredeira Bem Querer /Boa Vista - Leito largo, com grande número de bancos de areia - Considerada área de expansão da hidrovia

AC, AM

RIO ENVIRA

Fevereiro / Agosto

1,2 m

III

Necessita de atualização de estudos de navegabilidade

RO

RIO GUAPORÉ

Junho/ Agosto

0,9 m

III

- Largura variável, afloramentos rochosos - Bancos de areia e galhadas obstruem a navegação - Navegação regular em 10 meses no ano

AM

RIO IÇÁ

Julho a Fevereiro

0,8m

II

- Trecho sinuoso, grande quantidade de material depositado,estreitando as passagens ou reduzindo as profundidades.

AM

RIO JAPURÁ

Julho / Fevereiro

1,5 m

II

- Canal tortuoso, baixios e praias - Necessita de atualização dos estudos disponíveis

PA

RIO MOJU 

Não disponível

Não disponível

I e II

O Rio Moju permite o tráfego de embarcações de 3m de calado até Vila Soledade (PA) (km 160) e de 2m até Santa Maria (PA) (km 247). - O Rio Acará é do mesmo porte do rio Moju e permite navegação até a cidade de Acará, no km 90, onde há travessia de balsa. - Em ambos os rios há influência da maré, que aumenta as profundidades disponíveis. - As cidades de Moju (46.000 hab.) e Acará (51.000 hab.) são as mais importantes da região.

AM

RIO JAVARÍ

Junho / Novembro

0,8 m

III

- Intensa sinuosidade no baixo curso e obstrução - Do leito onde há desmoronamento de barragens - Necessita estudos de navegabilidade

AM

RIO JURUÁ

Não disponível

0,4 m

II e III

- Excessiva sinuosidade - Obstrução do leito por material desmoronado das barrancas e vários pontos de pedra nos leitos - Depressões marginais transformam-se em lagoas, na época das cheias - Em grandes extensões, os terrenos planos e baixos formam várzeas alagadiças denominadas igarapés - Nas enchentes o nível da água sobe 8 a 10m, voltando a baixar nas estiagens

AM

RIO MADEIRA

Junho/ Outubro

2,10 m

II

- Muitas ilhas ao longo de seu curso - Bancos de areia, baixios no período da estiagem

AM

RIO NEGRO 

Agosto / Dezembro

2,40m

I; II

Da Foz ao Km 249 - larguras variando entre 2 Km a 24 Km - Presença de inúmeras ilhas - 100 Km de leito regular e sem restrições  - Declividades acentuadas e presença de pedras soltas - Largura variando nos 452 Km seguintes, de 1 Km a 18 Km - Grupos formando ilhas.

AM

RIO PURUS

Junho /Dezembro

1,2 m, 0,8 m

II e III

- Sinuosidade acentuada- Floramento de secos - Leitos estreitos - Desmoronamento e barrancos

AM

RIO SOLIMÕES

Não há

4,5 m

I

- Excelente via navegável - Alguns estirões apresentam sinuosidade - Não apresenta restrições a navegação marítima

AC, AM

RIO TARAUACÁ

Setembro / Outubro

1,2 m

III

Necessita de atualização de estudos de navegabilidade.

AHIMOR

PA

RIO ACARÁ

Não disponível

3 m e 2 m

 

Há influência da maré, aumentando as profundidades disponíveis.

PA

RIO AMAZONAS

Não há

8 m

 

 

PA

RIO CAPIM

Novembro/Dezembro

1,5 m

 

 

PA

RIO GUAMÁ

Dezembro

Boas (influência da maré)

II

Fenômeno da pororoca

AP, PA

RIO JARI

Abril / Julho

2,5 m

I

Possibilidade de acesso a navios longos.

PA

RIO TAPAJÓS-TELES PIRES

 

1 m

 

 

PA

RIO XINGÚ

 

2,3 m

16 mX120 m

 

AHINOR

MA, PI

RIO BALSAS

Junho/Outubro

1,5 m

IV

- Declividade favorável, bancos de areia e seixos - Navegação possível em todo o trecho

PI, MA, CE

RIO PARNAÍBA

 

 

 

Navegável desde a foz até a Barragem de boa Esperança, no km 700 e da barragem até a cidade de Santa Filomena no km 1215 e no Rio Balsas entre a  sua foz no km 840 do Parnaíba até a cidade de Balsas no km 253.

MA

RIO PINDARÉ

 

1 m

 

 

AHIPAR

MT, MS

RIO PARAGUAI

Agosto a Janeiro

1,5M

II, III

- Foz do Apa / Foz do Cuiabá; - Passos de areia, meandros com raios de curvatura reduzidos, Trecho balizado, e com navegação regular; - Foz do Cuiabá / Cáceres; - Mudanças freqüentes do canal de navegação, bancos de areia, meandros com raios de curvatura muito reduzidos.

AHITAR

TO, GO, MT

RIO ARAGUAIA

Março / Junho

1,0 m, 0,9 m e 0,8 m

III, IV, V

- Corredeiras de Santa Isabel, Baixios, Pedrais, Bancos de areia, Travessões rochosos, Leito de estiagem sinuoso em alguns trechos - Eclusa de Santa Isabel em fase de projeto

MT

RIO DAS MORTES

Junho/Novembro

0,8 m

 

 

TO

RIO TOCANTINS

Dezembro / Maio

2,0 m; 1,5 m; 1,5 m

I, II, III

- Foz / Tucuruí, sujeito a influência da maré, balizado e intensa navegação. - Tucuruí / Marabá, sujeito a variação dos níveis do reservatório de tucuruí, interrompido a navegação, eclusa em construção. Restrições de profundidade entre Itupiranga e São João do Araguaia. - Marabá / Imperatriz, declividades acentuadas próximo a foz do Rio Araguaia e sucessão de pedrais até a foz do rio Araguaia.

AHRANA

SP, MG

RIO GRANDE (SP/MG)

Agosto/Novembro

5 m

 

 

PR

RIO IVAÍ

Agosto / Janeiro

2 m

III

 

SP, RJ

RIO PARAÍBA DO SUL

Junho/Outubro

1° Trecho - 2,8m; 2º Trecho - Navegável nas cheias

IV

- Apresenta atualmente muitas corredeiras, saltos, fortes declividades,pontes rodoviárias, ferroviárias e obras hidrelétricas sem transposições

SP

RIO TIETÊ

 

3

137mx11m

 

PR, SP, MS

RIO PARANÁ

Agosto/Novembro

2,5 m

16 mx200 m

 

GO, MG

RIO PARANAÍBA

Agosto/Novembro

4,5 m

16 mx200 m

 

SP, PR

RIO PARANAPANEMA

Agosto a Janeiro

1 m e 1,5 m

III e IV

A construção das eclusas nas 6 primeiras barragens, até Ourinhos, permitirá conexão hidroviária com as ferrovias FEPASA e RFFSA que proporcionarão acessos hidro-ferroviários aos portos de Santos e Paranaguá, passando por São Paulo e Curitiba.

AHSFRA

BA,MG, AL, SE

RIO CORRENTE

Maio / Setembro

1,8 m

III

- Afloramentos rochosos, curvas de pequeno raio, velocidade elevada da água, frequentado normalmente por embarcações comerciais

BA

RIO GRANDE (S.Fco.)

Não disponível

1 m

III

-Curvas acentuadas, ilhas e lagoas nas margens, próximo à foz -Profundidades restritas no rigor da estiagem -Freqüentados regularmente por embarcações comerciais

BA,MG, AL, SE

RIO SÃO FRANCISCO

Abril / Outubro

2,5 m; 1,20 m

I, III

- Foz / Piranhas, leito rochoso até Pão de açúcar, restante e arenoso. Grande dificuldade a navegação na foz. - Juazeiro-Petrolina / Pirapora, apresenta alterações periódicas no canal de navegação, afloramentos rochosos, ventos e ondas no lago de sobradinho.

AHSUL

RS

LAGOA DOS PATOS

 

 

 

A Lagoa dos Patos possui uma extensão total de 265 Km e fica lucalizada na Bacia do Sul. Na Lagoa dos Patos a navegação é feita por embarcações fluviomarítimas de até 5,10m de Calado, numa extensão de 250 Km, entre Rio Grande e Porto Alegre (RS). A profundidade em alguns pontos é mantida por dragagem constante e sistemática, que garantem o acesso das embarcações de cabotagem e de longo curso a Porto Alegre. Os comboios integrados que por lá navegam, eventualmente, sofrem atuação dos fortes ventos, que encrespam as águas, tornando a  navegação difícil.

RS

LAGOA MIRIM

Novembro/Dezembro

1 m

 

Suas costas e margens são baixas e arenosas, com pequenas profundidades e com ocorrência de banhados e juncos.

RS

RIO IBICUÍ

Dezembro a Abril

0,7 m

III

- Margens baixas - Assoreamento no baixo custo - Bancos de areia e larguras limitadas - Área de expansão futura

RS

RIO JACUÍ

Novembro/Maio

1 M

III

Melhorado para a navegação através da construção de três barragens com eclusas, construidas nos pontos quilométricos 74, 167 e 230, denominadas respectivamente, Amarópolis, Anel de Dom Marco e Fandango, bem como de dragagens simples de areia, precedidas ou não de derrocamento nos trechos fundos rochosos. Nesses canais é imprescindivel a manutenção de balisamento flutuante para proporcionar segurança à navegação.

RS

RIO JAGUARÃO

 

2,5 m

 

Fronteira com a República do Uruguai. Navegável numa extensão de 180 Km.

RS

RIO TAQUARÍ

Novembro / Maio

3 m

III

Melhorado para a navegação através da construção de barragem / eclusa em Bom Retiro do Sul e dragagem de seixos, precedida ou não de derrocamento nos trechos onde o material apresenta-se conglomerado, ao longo do estirão mantido em corrente livre, à jusante da barragem. Nesses canais é imprescindivel a manutenção de balisamento flutuante para proporcionar segurança à navegação. O máximo calado à montante da eclusa de Bom Retiro (3,40 m) está limitado pela soleira da obra de transposição do barramento.

RS

RIO URUGUAI

Dezembro / Abril

0,6 m

III

- Apresenta em seu curso, baixios, rápidos, passos rochosos e corredeiras. - Trecho de expansão futura:estão em fases de projeto ou de implantação diversas barragens hidrelétricas.Curitiba.

 

 

 

 

 

 

 

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Link atualizado em dezembro de 2010

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