Você está aqui: Página Inicial > Ferroviário > Prosefer

PROSEFER

por flaviocezar publicado 19/11/2009 17h05, última modificação 08/05/2015 16h18
Colaboradores: Flávio César Gomes Cezário;, Engº Marcelo Almeida Pinheiro Chagas.
Programa Nacional de Segurança Ferroviária em Áreas Urbanas
 
A Diretoria de Infraestrutura Ferroviária – DIF/DNIT, em consonância com as premissas do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, concebeu o Programa Nacional de Segurança Ferroviária em Áreas Urbanas – PROSEFER, com foco na expansão dos investimentos em infraestrutura e eliminação de gargalos, para o desenvolvimento sustentável da economia brasileira, entre outras premissas.
 
O PROSEFER foi idealizado com o objetivo de realizar estudos e pesquisas para definir ações e intervenções de melhoramento das operações ferroviárias em locais de interferência com áreas urbanas e rodovias, visando à melhoria do conjunto das condições de transporte e mobilidade. Em outras palavras, o estudo foi concebido como contribuição à redução dos impactos resultantes de interferências mútuas entre as vias ferroviárias e as vias urbanas.
 
Os principais objetivos do PROSEFER são:
  • Minimizar os conflitos decorrentes das operações ferroviárias com as passagens em nível rodoviárias, com as interferências com o tráfego urbano em cidades atravessadas pelas ferrovias e com a ocupação na faixa de domínio ferroviária;
  • Identificar as obras prioritárias para inclusão nos Planos Plurianuais - PPAs;
  • Organizar os resultados para ser um Instrumento de Gestão para os Governos;
  • Suprir os órgãos de Governo das informações para o planejamento de ações e intervenções nos locais identificados.
 
Como medida para alcançar os objetivos definidos foi prevista a eliminação de GARGALOS LOGÍSTICOS através de intervenções em áreas críticas de dezessete corredores de transporte ferroviário no Brasil. Entre as diversas ações propostas pelo Programa, destacam-se a eliminação das barreiras existentes, através de obras como sinalização, viadutos, pontes, passagens de pedestres, contornos ferroviários e remoção das invasões na faixa de domínio ferroviária em áreas urbanas.
 
Para atingir seus objetivos, o PROSEFER percorreu dezessete corredores ferroviários e estudou cerca de 15 mil quilômetros de ferrovias na malha ferroviária concedida ao transporte de carga, que corresponde a 95,5% das cargas ferroviárias movimentadas no país em dados de 2009.
 
A implementação do PROSEFER está possibilitando à DIF/DNIT a imediata atuação sobre as áreas críticas dos corredores de transportes ferroviários abrangendo parte importante do Brasil. O escopo contratado contempla dezesseis estados, abrangendo quase 600 municípios brasileiros.
 
A visão da malha por Corredor permite uma programação de intervenções técnicas em determinados pontos selecionados, visando a uma condição harmônica, eficiente e eficaz das operações conjuntas de cada sistema.
 
Foram cadastradas 3.375 passagens em nível, ou seja, aproximadamente uma a cada 3,5 km de ferrovia. As passagens urbanas em nível totalizaram 1.856, das quais cerca de 280 foram classificadas como críticas e prioritárias, estando 60% delas concentradas em áreas urbanas de maior relevância, predominantemente localizadas na região Sudeste.
 
O principal produto do estudo PROSEFER é o portfólio de projetos, sempre que possível articulados entre si visando ganhos operacionais e comerciais para o setor ferroviário. O conjunto de soluções propostas para cada um dos dezessete corredores de planejamento, resultantes das análises de homogeneidade e polarização de cargas realizadas pela DIF antes da contratação do Programa, foi pensada para criar uma sinergia, não perdendo o caráter sistêmico da análise, em que as mudanças em uma das partes implicam alterações simultâneas e concorrentes com as demais.
 
Os serviços de consultoria consistiram em estudos e serviços realizados através de levantamentos de campo e trabalhos de escritório necessários à total execução dos estudos nos dezessete corredores ferroviários, envolvendo 15 mil quilômetros dos seguintes trechos:
 
  • Corredor 01: Belo Horizonte – Juiz de Fora – Barra do Piraí – Sepetiba
  • Corredor 02: São Paulo – Barra do Piraí   
  • Corredor 03: Araguari – Belo Horizonte – Vitória   
  • Corredor 04: Alto Araguaia - Santa Fé do Sul – Araraquara – Campinas – Santos
  • Corredor 05: Maringá – Apucarana – Ponta Grossa – Curitiba – Paranaguá
  • Corredor 06: Anápolis – Uberaba – Campinas – Mairinque
  • Corredor 07: Porto União – Mafra – São Francisco do Sul
  • Corredor 08: Porto Alegre – Lages – Curitiba
  • Corredor 09: Apucarana – Ourinhos – Rubião Júnior
  • Corredor 10: Uruguaiana – Cacequi – Pelotas – Rio Grande
  • Corredor 11: Belo Horizonte – Montes Claros – Salvador   
  • Corredor 12: Corumbá – Bauru – Mairinque – Santos
  • Corredor 13: Cacequi – Santa Maria – Porto Alegre
  • Corredor 14: Imbituba – Criciúma – Siderópolis – Tubarão – Urussanga
  • Corredor 15: São Luís - Teresina – Fortaleza
  • Corredor 16: Arrojado – Itabaiana – Recife – João Pessoa
  • Corredor 17: Itaboraí – Vitória
 
A abrangência dos levantamentos é de 15 mil km de ferrovias em 17 corredores ferroviários; 16 estados; 596 municípios; 5.609 cruzamentos levantados; 355 invasões identificadas.
 
Abrangência dos resultados é de 692 cruzamentos com solução de conflitos em 186 municípios beneficiados; 217 empreendimentos com total de mais de 7 bilhões de reais previstos para inclusão nos próximos PPAs.
 
Foi elaborada a “Proposta Final de Priorização das Intervenções” do Relatório Executivo, onde estão listadas as intervenções com obras nos locais críticos indicadas pelo Programa como contornos ferroviários, variantes ferroviárias, passagens superiores e soluções integradas sugeridas pelo PROSEFER.
 
Os estudos proporcionam subsídios ao DNIT de forma a estabelecer um cronograma de prioridades visando à otimização do conjunto de soluções voltado para adequação da capacidade dos corredores da malha ferroviária, para o incremento da produção do transporte ferroviário e voltado para o ganho social das populações urbanas nas áreas atingidas pelos corredores.
 
Para isso, desenvolveu-se o “Índice de Priorização PROSEFER – IPP”, índice que classifica as propostas de intervenções para cada cruzamento ferroviário crítico. O IPP está sendo utilizado para priorizar as intervenções nos cruzamentos em nível críticos, como transposições, vedações e passarelas de pedestres, além de contornos e variantes ferroviárias, cabendo ao Ministério dos Transportes em ação conjunta com a ANTT, DNIT, Estados e Municípios, decidir sobre a realização desses investimentos, quando patente o interesse público.